quarta-feira, 5 de maio de 2010

A escolha


Tão dificil decidir
por qual caminho devo ir,
sabendo que minha escolha
poderá te ferir.

Mas se te escolher,
é ela quem sofrerá.
Tão difícil decidir.
Por quê duas fui amar?

O seu sorriso
me tira do sério.
Mas a voz dela
retoma o mistério.

O seu toque
me lembra como é bom te amar.
Mas as mãos dela
são como nuvens a me acariciar.

O amor sempre vence!?
Mas como pode ser?
Quando o amor enfrenta amor,
um amor deve morrer!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A busca (uma história de amor)

Uma longa busca,
a qual não terminei.
Não importando por onde vim
ainda não te achei,
deixando só duas pegadas
no caminho que trilhei.

Um feliz caminho,
isso não devo negar.
Mas se não fosse tão sozinho
seria mais fácil de trilhar.
Se com alguma história de amor
pudesse me identificar.

Tudo que vivi,
as mulheres que beijei
ou os carinho que senti,
as peles que toquei
e de quem me despedi
trazem boas lembranças
mas frágeis sentimentos
e isso, agora,
toma meus pensamentos.

Porque...
uma busca tão pura
não consigo terminar?
Por que...
a batalha mais dura
tem que ser a de amar?

Mas mantenho a esperança
de um dia te encontrar
e então quatro pegadas
poderemos deixar,
no novo caminho
que nosso amor irá trilhar
e assim,
nossa própria história de amor
nós iremos começar.

domingo, 4 de abril de 2010

Do seu eterno amante...


Querida,
Escrevo-te de onde vim parar,
Escrevo-te de onde a luz não para de brilhar.

Queria estar com você
Poder te ver,
Poder te tocar,
Poder te amar.

Você lembra de como a vida costumava ser?
Ou talvez já tenha começado a me esquecer,
Mas eu não esqueci,
Pois foi ao seu lado que sempre vivi.

Quero você aqui do meu lado, meu amor
Para poder aliviar-me desta eterna dor

Não desejo mal a você,
Porém, mal posso esperar
Para poder te ver,
Para com você viver,
Para com você passar
A vida eterna que vim alcançar.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Simplesmente eu


Aqui algumas palavras pra tentar me definir
alguém que acima de tudo ama esportes e ama rir.
Mas pra ser sincero, não sei tudo sobre mim,
eu sou meio complexo e feliz por ser assim.
Não me apego fácil mas não canso de tentar
e pra te ter como importante não preciso te amar
e isso vale pra todos que andam comigo
desde um simples conhecido até meu melhor amigo.
Mas não preciso amar a muitos pra saber o que é o amor,
aqueles a quem amo, amo muito e carrego aonde for.
Sou meio esquentado apesar de não achar certo
mas me controlo o suficiente pra manter vocês por perto.
Sou teimoso, orgulhoso e odeio perder
mas julgo o que está em jogo e sei quando ceder.
Pois apesar de tudo não me envergonho de errar,
é errando que se aprende e também amo melhorar.
Me superar é algo que tento todos os dias,
tentativas que trouxeram decepções e alegias.
Pra escrever este texto eu nem sei o que me deu,
mas concluindo, sou complexo mas simples.
Eu sou simplesmente eu!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Novo autor

Um texto pequeno. Sem conto. Nada demais. Venho informar que a partir de agora temos mais um membro desse pequeno blog e que agora vocês leitores apreciarão também os textos de Vitor Guarino, um amigo meu do colégio. Espero que vocês gostem dos textos dele. Em breve ele vai postar aqui um texto introduzindo a si mesmo. Aguardem pelo novo texto.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Déjà vu

Lá estava ela. Subindo no altar. Estava linda, mais que o usual, era uma deusa na Terra, não havia mulher mais perfeita que ela. "Como pude deixar isso acontecer?" eu pensava. Éramos amigos desde a infância. Eu a amava desde a infância. Agora, eu apenas sofria vendo o amor da minha vida subindo ao altar com outro homem. Eu não conseguira mostrar meus sentimentos a ela, eu fui um covarde. Sofri vendo-a com outros homens, mas no fim, eles sempre terminavam e eu pensava ter uma nova chance. E a desperdiçava. Até vir uma vez que foi definitiva, até vir aquele que a pediu em casamento, aquele que agora se encontrava no altar com ela. Como eu poderia adivinhar que aquele simples beijo chegaria a tanto? Era apenas um beijo. Sentia um grande aperto no coração enquanto os votos eram pronunciados. Não aguentei. Saí. Não aguentaria ver mais nada.
Chamei um táxi em frente a Igreja. Dei o endereço da minha casa e fiquei absorto em pensamentos. Tudo que me vinha na cabeça era ela com ele, ele com ela. O cara errado com a mulher perfeita. Ele era tudo de ruim que ela nunca quis. Fumante e sempre bebendo algo. Como ela foi se apaixonar por ele? Justo ele. Meus pensamentos voaram até a noite de núpcias. Ele tirando seu vestido. Não, eu não posso olhar, por que minha imaginação faz isso comigo? O ciúme me consome, tomando controle sobre mim.
Meu peito começou a doer. Minha visão ficou embaçada. Meu olho se fechou. Escuridão. Nada. Seria a morte? De repente ouço a voz do taxista.
- Chegamos - ele diz.
Eu acordo de meus pensamentos. Não era a morte. Não tinha tanta sorte assim.
Peguei o dinheiro e o paguei. Ao sair do táxi ouço-o falar:
- Segundas chances acontecem, seja otimista.
Subi sem entender o que ele dissera. Deitei na cama como estava. Chorei. Chorei por horas. Chorei até adormecer.
Acordei em um lugar diferente. Onde eu estava? Parece... Parece com... Meu quarto quando adolescente. Corri para a cozinha e lá estava minha mãe, preparando o café-da-manhã. Minha falecida mãe. Corri e abracei-a. Chorando. Ela não entendia nada. Abracei-a como nunca. Ela sem entender falava:
- Filho, deve ter sido só um pesadelo, fica calmo. Olha, a Mariana veio aqui te procurar, mas você tava dormindo, dá uma passada lá na casa dela.
Meus olhos brilharam ao serem ditas essas palavras. Mariana. Seria essa minha segunda chance? Seria tudo aquilo um sonho? Um aviso? Corri para a casa vizinha. Toquei a campainha. Ela atendeu e sorriu ao me ver. Aquele sorriso. Aquele menina. Quem eu amava. E dessa vez, não deixaria que me tirassem ela, não iria perdê-la de novo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sonhos de criança

- Vamos fugir?
- Fugir pra onde?
- Ah, sei lá, vamos para Capelinha.
- E como nós vamos pra lá?
- Simples
Pedro pegou então um pedaço de papel e lápis. Desenhou dois prédios.
- Primeiro a gente tem que dormir um na casa do outro, pra fugir junto.
- É. E depois... Depois a gente pode andar de bicicleta.
- Ótima ideia.
André tomou o papel e desenhou uma bicicleta do lado dos prédios.
- E depois podemos pegar um carro.
E Pedro desenhou um carro, que mais parecia um tijolo, do lado da bicicleta.
- E... E... E podemos pegar um barco depois.
André desenhou um barco logo em seguida.
- E um avião.
Pedro desenhou o avião ao lado do barco.
- É, aí a gente chega em Capelinha.
André completa o desenho com uma casinha ao fim da linha reta repleta de meios de transporte.
- Mapa completo.
- Mas lembra, a gente tem que ficar acordado até todo mundo dormir, pra poder fugir.
- Ok.
Chega a noite. Os dois adormecem e o "mapa" fica sobre a estante. No dia seguinte André acorda Pedro.
- Ei, a gente não conseguiu ficar acordado.
- Droga, vamos ter que deixar pra outro dia.
- É... Vamos brincar de bonecos?
- Vamos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Uma prova de amor

Tarde de verão. O Sol estava sozinho no céu como sempre. Sentia a falta de alguém. Céu azul, a única coisa que se avistava era o Sol. Solitário, o Sol resolveu procurar alguém com quem passar o tempo, alguém para distraí-lo.
Esperou o tempo passar, ficou até mais tarde. A princípio as pessoas na Terra pouco estranharam que a Lua e o Sol estavam no céu ao mesmo tempo, mas para o Sol fora uma grande descoberta. Havia outro alguém no céu. Não só um, pois este outro alguém era rodeado por pequenos “Sóis”.
A Lua acostumada a ver as estrelas se impressionou com o tamanho do Sol, mas não apenas com seu tamanho, viu em seu rosto a solidão, a tristeza de não ter ninguém por perto.
O Sol se aproximou e disse “Estaria tudo bem se nós pudéssemos conversar um pouco?” e a Lua prontamente respondeu “Sim, claro que sim, mas apenas se você puser um sorriso nesse rosto”. E o Sol sorriu. Sorriu como nunca sorrira antes. Neste momento a Terra foi iluminada como nunca antes. O céu ficou completamente dourado. E enquanto isso na Terra acontecia um alvoroço, pois o Sol continuava a brilhar durante a noite, e brilhava como nunca, escondia as estrelas, tudo que se podia ver eram o Sol e a Lua muito próximos.
Então o Sol se apaixonou pela Lua. Então a Lua se apaixonou pelo Sol. E os dois dançavam louca e apaixonadamente. Na Terra apenas podia-se observar uma constante mudança entre a mais completa escuridão e o maior clarão, a loucura estava instalada e o que mais se ouvia era que “o fim está próximo”.
Porém o Sol era quente demais e sua proximidade da Lua começava a machucá-la. Ele percebeu isso e, para protegê-la, resolveu se afastar. E na Terra tudo voltou ao normal.
O Sol e a Lua voltaram a ficar como sempre estiveram, porém sentiam um vazio, sentiam a falta um do outro. De tempos em tempos a saudade era tamanha que eles resolviam se encontrar por um breve momento, breve o suficiente para que a Lua não se machucasse e demorado o suficiente para que eles se amassem. Na Terra este passou a ser descrito como um fenômeno da natureza, foi chamado de Eclipse Solar. Neste momento, todos os habitantes que podiam, admiravam a prova de amor entre o Sol e a Lua.

domingo, 13 de setembro de 2009

A rua da solidão


Ele andava sozinho pela rua. Todos andam por essa rua alguma vez. Na verdade, algumas vezes. Mas mesmo assim, todos andam sozinhos.
Mas será mesmo que ele estava sozinho? Aquela rua podia ser terrível, mas será que todos os que o conhecem o abandonaram ali? É nessa hora que ele avista o fim daquela rua. Avista seus amigos. Amigos, aqueles que sempre estão lá, a qualquer momento, quando você precisar. Amigos são os únicos que podem tirá-lo dessa rua.
Ele correu, correu como nunca. E foi recebido como um rei por seus amigos. Não, foi recebido melhor que um rei, foi recebido como um verdadeiro amigo.
Naquela rua ele entrou sozinho e dela saiu com verdadeiros amigos e como uma nova pessoa, com uma nova vida e um novo amor.

sábado, 22 de agosto de 2009

Adeus


Chegou em casa e sentiu falta de alguma coisa. Não, alguma coisa não. Alguém. Faltava uma pessoa. Faltava ela. Procurou em toda a casa e não achou. Precisou esperar por ela durante alguns dias pra chegar a conclusão. Ela o abandonara.
Ele tentava conviver com essa nova perspectiva, mas tudo que ele olhava, os lugares por onde passava, tudo, o fazia lembrar dela. Ela era alegre, divertida e sempre carinhosa com ele. Mas havia mudado, tinha ficado mais fria e tinha passado a esquecê-lo. E agora, tinha ido embora, sem se despedir, sem se explicar. Ele tentava encontrar um por que. Um motivo para ela ter ido, pensou nas próprias atitudes, nos acontecimentos. Nada parecia ser motivo.
"Será que ela vai voltar?" Ele se perguntava.
Algum tempo passou. Ele abandonou aquela casa. Não a vendeu. Saiu. Comprou outra. Mas deixou um bilhete.
"Eu te esperei." Ele dizia. "Esperei por muito tempo. Você não voltou. O que um dia eu senti, hoje não sinto mais. Estou deixando essa casa para você. Não aguento mais viver nelar. Lembrar de alguém que me fez tanto mal. Que me fez sofrer quando era ela a errada. Espero que um dia você volte e leia isso." E assinava em baixo. "Daquele que um dia te amou... R..."