segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tristeza

Bate tristonho em meu peito,
com força quase nenhuma
e não sei como dar um jeito
para que essa dor suma.

Como livrar-me da dor
se não sei como me atingiu?
E seja como for
minha alegria esvaiu

A dor de perda alguma
ou a de estar só,
descobri que nenhuma
das duas é a pior.

O pior é não saber
a razão de seu sofrer,
pois enquanto não descobrir
serei incapaz de fugir...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Terapia


Após alguns segundos se olhando,
o ouvinte pergunta:
Como você esta?
E no sofa se ajeitando,
o menino responde:
Não sei como lhe contar
Sendo bom no que faz,
o ouvinte insiste
e já não aguentando mais
o menino desiste

Por horas afim
palavras voam.
Em um desabafo sem fim
sentimentos ecoam.

Terminados os assuntos
ouvinte e menino se despedem.
Dois amigos que juntos
se ajudam e cerscem.
Exercendo função
de terapeuta e paciente
amigos se ouvem, em discução,
e desabafo comovente.

PS.:escrevo este texto em agradecimento a todos que lêem meus textos, vocês são meus terapeutas a ouvir meu desabafo (em forma de poesia) e especialmente a amigos como Hugo Gomes que mais que ninguém divide comigo a função de ouvinte.

sábado, 26 de junho de 2010

Reações


Estava decidido, eles iriam para Formidonis. Rodrigo e seus amigos tinham ouvido falar dessa cidade há algum tempo. Diziam que a cidade em si não tinha nada de mais e era tudo muito barato, mas o que chamava atenção nela era um parque. Um parque dedicado apenas ao terror. E nesse parque, um brinquedo. Um brinquedo que era considerado o brinquedo mais assustador do mundo. Um simples trem fantasma, mas que metia medo em todos que nele entravam.
E eles foram. Alugaram um micro-ônibus e partiram para a cidade. Iriam ficar por uma semana lá, em uma casa alugada.
Logo na noite do primeiro dia eles resolveram ir ao parque e entrar no tão falado brinquedo. Entravam dois por vez e sempre saíam com o medo estampado no rosto. Chegara então a vez de Rodrigo, iria sozinho. Entrou. Foi a primeira vez que realmente experimentou o medo, mas era um menino orgulhoso demais e reprimiu seu sentimento para se gabar com seus amigos.
Aproveitaram o resto do parque e voltaram pra casa. Já era tarde.
Naquela mesma noite, apareceu para Rodrigo uma mulher de longos cabelos negros jogados na frente do rosto, coberta por um manto negro e segurando uma tesoura em uma das mãos. Antes que Rodrigo pudesse esboçar uma reação, ela matou sua amiga que estava passeando com ele. Não havia mais ninguém por perto. Ele correu. Correu e conseguiu fugir da mulher.
Todos estavam triste com a morte de Belatrice, mas não fora a única. Noite após noite amigos de Rodrigo eram mortos pela mesma mulher, com a mesma tesoura, e Rodrigo sempre conseguia fugir. A polícia não conseguia entender porque aqueles adolescentes estavam sendo assassinados um após o outro.
Na quinta noite um deles conseguiu escapar da mulher, seu melhor amigo. No dia seguinte, a polícia acusa Rodrigo de ser o assassino e o prende. Após interrogatório ele é mandado para um instituto para pessoas com perturbações mentais.
Sexta noite. Rodrigo está em seu quarto branco. Quando a porta se abre. A mulher entra. ele corre pelo quarto gritando. Ela passa por ele em direção a cama. Ele corre para a porta. Trancada. Ele berra, berra, mas no meio de loucos, berros são constantes. A mulher se agacha e retira um haste de metal pontiaguda da cama que já estava quase solta. Segue em direção a Rodrigo. Levanta a haste e finca-a em Rodrigo. A mulher desaparece. Rodrigo segura em suas mãos uma haste de metal, perfurando o próprio peito. Cai encostado na porta. Morto.
Do lado de fora sua ficha presa à porta cai, nela pode-se ver escrito:

Paciente: Rodrigo Diaz Machado
Notas: O paciente sofre de dupla personalidade. Assassinou diversos amigos não estando em estado normal. Repressão de um forte sentimento pode ter sido a causa para tal distúrbio ter se iniciado.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Alguém sabe me dizer?


Alguém sabe me dizer?
Me dizer o que dói mais.
O vazio
que a perda vem gerar?
Ou o vazio
sem data nem certeza de acabar?

Alguém sabe me dizer?
Dizer o que escolheria.
Se sofrer com uma perda
ou se nem começaria
aquilo, que perdendo
ou nunca tendo,
lhe fará falta um dia.

Alguém sabe me dizer?
Me dizer o dói mais.
Perder alguém que te amou
ou não te amarem jamais?
A tristeza e a dor
de ser abandonado
ou a angústia e o temor
de nunca ser amado?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A escolha


Tão dificil decidir
por qual caminho devo ir,
sabendo que minha escolha
poderá te ferir.

Mas se te escolher,
é ela quem sofrerá.
Tão difícil decidir.
Por quê duas fui amar?

O seu sorriso
me tira do sério.
Mas a voz dela
retoma o mistério.

O seu toque
me lembra como é bom te amar.
Mas as mãos dela
são como nuvens a me acariciar.

O amor sempre vence!?
Mas como pode ser?
Quando o amor enfrenta amor,
um amor deve morrer!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A busca (uma história de amor)

Uma longa busca,
a qual não terminei.
Não importando por onde vim
ainda não te achei,
deixando só duas pegadas
no caminho que trilhei.

Um feliz caminho,
isso não devo negar.
Mas se não fosse tão sozinho
seria mais fácil de trilhar.
Se com alguma história de amor
pudesse me identificar.

Tudo que vivi,
as mulheres que beijei
ou os carinho que senti,
as peles que toquei
e de quem me despedi
trazem boas lembranças
mas frágeis sentimentos
e isso, agora,
toma meus pensamentos.

Porque...
uma busca tão pura
não consigo terminar?
Por que...
a batalha mais dura
tem que ser a de amar?

Mas mantenho a esperança
de um dia te encontrar
e então quatro pegadas
poderemos deixar,
no novo caminho
que nosso amor irá trilhar
e assim,
nossa própria história de amor
nós iremos começar.

domingo, 4 de abril de 2010

Do seu eterno amante...


Querida,
Escrevo-te de onde vim parar,
Escrevo-te de onde a luz não para de brilhar.

Queria estar com você
Poder te ver,
Poder te tocar,
Poder te amar.

Você lembra de como a vida costumava ser?
Ou talvez já tenha começado a me esquecer,
Mas eu não esqueci,
Pois foi ao seu lado que sempre vivi.

Quero você aqui do meu lado, meu amor
Para poder aliviar-me desta eterna dor

Não desejo mal a você,
Porém, mal posso esperar
Para poder te ver,
Para com você viver,
Para com você passar
A vida eterna que vim alcançar.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Simplesmente eu


Aqui algumas palavras pra tentar me definir
alguém que acima de tudo ama esportes e ama rir.
Mas pra ser sincero, não sei tudo sobre mim,
eu sou meio complexo e feliz por ser assim.
Não me apego fácil mas não canso de tentar
e pra te ter como importante não preciso te amar
e isso vale pra todos que andam comigo
desde um simples conhecido até meu melhor amigo.
Mas não preciso amar a muitos pra saber o que é o amor,
aqueles a quem amo, amo muito e carrego aonde for.
Sou meio esquentado apesar de não achar certo
mas me controlo o suficiente pra manter vocês por perto.
Sou teimoso, orgulhoso e odeio perder
mas julgo o que está em jogo e sei quando ceder.
Pois apesar de tudo não me envergonho de errar,
é errando que se aprende e também amo melhorar.
Me superar é algo que tento todos os dias,
tentativas que trouxeram decepções e alegias.
Pra escrever este texto eu nem sei o que me deu,
mas concluindo, sou complexo mas simples.
Eu sou simplesmente eu!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Novo autor

Um texto pequeno. Sem conto. Nada demais. Venho informar que a partir de agora temos mais um membro desse pequeno blog e que agora vocês leitores apreciarão também os textos de Vitor Guarino, um amigo meu do colégio. Espero que vocês gostem dos textos dele. Em breve ele vai postar aqui um texto introduzindo a si mesmo. Aguardem pelo novo texto.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Déjà vu

Lá estava ela. Subindo no altar. Estava linda, mais que o usual, era uma deusa na Terra, não havia mulher mais perfeita que ela. "Como pude deixar isso acontecer?" eu pensava. Éramos amigos desde a infância. Eu a amava desde a infância. Agora, eu apenas sofria vendo o amor da minha vida subindo ao altar com outro homem. Eu não conseguira mostrar meus sentimentos a ela, eu fui um covarde. Sofri vendo-a com outros homens, mas no fim, eles sempre terminavam e eu pensava ter uma nova chance. E a desperdiçava. Até vir uma vez que foi definitiva, até vir aquele que a pediu em casamento, aquele que agora se encontrava no altar com ela. Como eu poderia adivinhar que aquele simples beijo chegaria a tanto? Era apenas um beijo. Sentia um grande aperto no coração enquanto os votos eram pronunciados. Não aguentei. Saí. Não aguentaria ver mais nada.
Chamei um táxi em frente a Igreja. Dei o endereço da minha casa e fiquei absorto em pensamentos. Tudo que me vinha na cabeça era ela com ele, ele com ela. O cara errado com a mulher perfeita. Ele era tudo de ruim que ela nunca quis. Fumante e sempre bebendo algo. Como ela foi se apaixonar por ele? Justo ele. Meus pensamentos voaram até a noite de núpcias. Ele tirando seu vestido. Não, eu não posso olhar, por que minha imaginação faz isso comigo? O ciúme me consome, tomando controle sobre mim.
Meu peito começou a doer. Minha visão ficou embaçada. Meu olho se fechou. Escuridão. Nada. Seria a morte? De repente ouço a voz do taxista.
- Chegamos - ele diz.
Eu acordo de meus pensamentos. Não era a morte. Não tinha tanta sorte assim.
Peguei o dinheiro e o paguei. Ao sair do táxi ouço-o falar:
- Segundas chances acontecem, seja otimista.
Subi sem entender o que ele dissera. Deitei na cama como estava. Chorei. Chorei por horas. Chorei até adormecer.
Acordei em um lugar diferente. Onde eu estava? Parece... Parece com... Meu quarto quando adolescente. Corri para a cozinha e lá estava minha mãe, preparando o café-da-manhã. Minha falecida mãe. Corri e abracei-a. Chorando. Ela não entendia nada. Abracei-a como nunca. Ela sem entender falava:
- Filho, deve ter sido só um pesadelo, fica calmo. Olha, a Mariana veio aqui te procurar, mas você tava dormindo, dá uma passada lá na casa dela.
Meus olhos brilharam ao serem ditas essas palavras. Mariana. Seria essa minha segunda chance? Seria tudo aquilo um sonho? Um aviso? Corri para a casa vizinha. Toquei a campainha. Ela atendeu e sorriu ao me ver. Aquele sorriso. Aquele menina. Quem eu amava. E dessa vez, não deixaria que me tirassem ela, não iria perdê-la de novo.